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bio

Alice Dote (1992, Fortaleza, Ceará) é artista visual e pesquisadora. Vive e trabalha em Fortaleza. Sua prática envolve pintura a óleo, desenho, gravura e escrita, desenvolvendo uma produção figurativa de matriz autobiográfica em torno da intimidade, do erotismo, do desejo, da sexualidade, da memória e do luto.

 

Partindo frequentemente de fotografias produzidas em relações íntimas em que seu corpo também está implicado, Dote investiga a política sexual do olhar e as possibilidades de uma mulher ocupar a posição de sujeito desejante diante do corpo do outro. Nus masculinos, vestígios dos encontros e naturezas-mortas sugerem um interesse pelo que permanece ou resta depois de tocado.

Em sua pesquisa, a intimidade opera como método e o erotismo como procedimento, envolvendo não apenas aquilo que é representado, mas a própria condição de possibilidade de uma imagem, bem como os modos de olhar, tocar, desdobrar e envolver-se com ela. O corpo-a-corpo perpassa sua relação com diferentes corpos (o corpo do outro, a própria pintura, a cidade), levando-a a pensar dispositivos de aproximação e processos de transdução entre o íntimo e o público.  

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Em 2025–2026, realizou sua primeira exposição individual institucional, o nome disso não é fome [the name of this is not hunger], com curadoria de Eduardo Bruno e Waldírio Castro, no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza. Em 2026, publicou sua primeira monografia, Alice Dote, pela Barléu Editora, reunindo cerca de 60 obras e texto crítico de Paula Plee, e apresentou a individual O que pintei quando desisti de pintar, no Rato — Laboratório Experimental de Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro.

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Em 2026, foi convidada a inaugurar o programa internacional de residência artística CONSTELAR, em Londres, conduzido pela curadora e galerista Florence Woodfield Morais, cofundadora da Astéri Contemporary, e dedicado à criação de interlocuções entre o Ceará e o Reino Unido. Durante a residência, Dote aprofunda sua pesquisa sobre pintura, intimidade, desejo e imagens da masculinidade, culminando em apresentação pública do trabalho e participação na feira Paraíso, primeira feira no Reino Unido dedicada à arte latino-americana.

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É mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde desenvolveu pesquisa em antropologia urbana sobre caminhada, escrita, imagem e experiência da cidade no Centro de Fortaleza. Desde 2017, desenvolve também o projeto Narrativas Possíveis, voltado às relações entre arte e cidade. Sua formação e trajetória incluem ainda o PRIS — Programa de Residências e Intercâmbios do Hub Cultural Porto Dragão (2025), período de pesquisa e formação artística em Barcelona (2024) e experiências formativas em instituições como Instituto Tomie Ohtake e Ateliê Piratininga.

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Seu trabalho foi apresentado em exposições e projetos em Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro, entre outros contextos, e integra uma prática mais ampla que atravessa pesquisa, ensino, escrita e colaboração.

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Alice Dote é representada no Reino Unido e na Europa pela Astéri Contemporary, Londres.

Portrait of Brazilian visual artist Alice Dote, photographed by Igor de Melo in Fortaleza, 2025.

fotografia de Igor de Melo, 2025

Brazilian visual artist Alice Dote in her studio in Fortaleza, standing in front of a wall of paintings and drawings, photographed by Tiago Lopes, 2026.

fotografia de Tiago Lopes, 2026

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